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Sintepope defende força-tarefa para fiscalizar segurança em montagens de eventos

A direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Produção, Organização e Projetos de Eventos de Minas Gerais (Sintepope-MG) anunciou que pretende propor a criação de uma força-tarefa conjunta entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para intensificar a fiscalização das condições de trabalho em montagens de eventos, especialmente em atividades realizadas em altura e na utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

A medida surge após uma sequência de acidentes graves registrados no setor de eventos em diferentes regiões do país, reacendendo o debate sobre segurança, terceirização e precarização das relações de trabalho em grandes produções.

Morte durante montagem de palco no Rio gerou alerta nacional

O caso mais recente ocorreu no dia 26 de abril de 2026, durante a montagem do palco para o show da cantora Shakira, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

O trabalhador Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, que atuava como serralheiro e técnico de segurança do trabalho, morreu após ser atingido por uma estrutura que se desprendeu da cobertura do palco, entre elevadores de carga. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos.

O acidente teve repercussão nacional e internacional e levou entidades sindicais a cobrarem maior rigor na fiscalização das condições de trabalho em montagens temporárias.

Sintepope se manifestou preocupação sobre o episódio, alertando para riscos relacionados à precarização e à terceirização no setor de eventos.

Sindicato cobra fiscalização permanente

Segundo o presidente do Sintepope-MG, Rodrigo Lopes, os acidentes recentes evidenciam a necessidade de fiscalização contínua em grandes estruturas de eventos, principalmente em atividades que envolvem trabalho em altura, instalações elétricas e operações de montagem pesada.

“O setor de eventos movimenta milhares de trabalhadores em operações complexas e temporárias. É fundamental garantir fiscalização efetiva, cumprimento das normas de segurança e fornecimento adequado de EPIs para evitar novas tragédias”, afirmou.

A proposta da entidade prevê atuação integrada entre auditores fiscais do trabalho, procuradores do Ministério Público do Trabalho e órgãos de segurança, com foco em inspeções preventivas antes e durante a realização dos eventos.

Outros acidentes reforçam preocupação

Outro caso recente citado por representantes sindicais ocorreu durante a Expoingá, onde um trabalhador morreu durante operações ligadas à estrutura do evento.

Em Minas Gerais, um trabalhador também morreu no ano passado após sofrer choque elétrico durante montagem de estruturas no Expominas, em Belo Horizonte.

As ocorrências ampliaram a pressão por regras mais rígidas de segurança operacional e fortaleceram as discussões em torno da criação de normas específicas para o setor de eventos no país.

Debate sobre regulamentação ganha força

O tema também passou a integrar as discussões sobre a criação de um pacto nacional para o setor de eventos, debatido pelo Governo Federal em conjunto com entidades empresariais e representantes dos trabalhadores.

Entre os pontos defendidos pelas entidades sindicais estão protocolos obrigatórios para trabalho em altura, fiscalização do uso de EPIs, qualificação profissional, planos de emergência e responsabilização das empresas contratantes em casos de descumprimento das normas de segurança.

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